Outro dia tive a feliz oportunidade de fazer um trabalho para agência Radiola que além das obras e várias vistas internas e externas, precisava de fotos aéreas do prédio Brisas do Lago, recém construído pela Odebrecht.

Foi uma nova experiência para mim e foi um tanto emocionante. Partimos em uma segunda às 10 da manhã em um monomotor, saindo da pista da APUB, que fica ao lado do DETRAN, próximo ao autódromo. Para fazer as fotos, foi retirado a porta do meu lado, o que confere um pouco mais de adrenalina, principalmente no início. Pouco depois da decolagem, fiquei mais tranquilo e já comecei a fotografar um pouco da visão de Brasília do alto, enquanto íamos ao destino do prédio.

Usei ISO 200 e modo de prioridade de abertura, começando com F/5.6 e mais para frente, F/8 e testei com F/2.8 também. Estava um dia ensolarado, então mesmo com F/8, me dava uma velocidade de 1/400s, mais que suficiente para congelar a imagem com detalhes, mesmo estando em velocidade em torno de 100 Km/h e um pouco de turbulência eventualmente. Claro que o ideal é não fotografar perpendicular ao movimento, fotografando em ângulo, para frente, o quanto fosse possível sem pegar pedaços do avião nem sair muito para fora da porta, pois mesmo com cinto de segurança, ventava bastante. A distância de 500 a 1000 pés também facilita em minimizar toda  velocidade e etc. Para ajudar também tentava manter a mão firme e fotografar em sequência contínua, fazendo vários disparos a cada vez. Terminei com umas 400 fotos para selecionar depois umas 100.

Depois fizemos duas voltas pelo prédio que foi suficiente para capturar a imagem que precisava e então voltamos. Tudo levou 30 minutos, o que me deixou contente, pois não tive de pagar a hora inteira de voo.

Quem puder, é uma experiência que recomendo. Mas antes avalie direito com o piloto o lugar que precisa ir, pois alguns lugares tem o voo proibido por serem áreas do governo federal. Inclusive o nosso passou beirando o limite do Palácio da Alvorada.

Confira as fotos que fiz pelo caminho:

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Anúncios

Dia 19 de agosto é considerado mundialmente o dia da fotografia. E aqui em Brasília, agosto é o mês da fotografia. Já tivemos e ainda vamos ter vários eventos pela cidade. No CCBB tem a exposição Um Olhar Sobre o Brasil com várias fotografias históricas. No Brasília Shopping tem a exposição Brasília a Céu Aberto que tem bate-papos com os fotógrafos toda semana. Tem também o pessoal da Lente Cultural que organiza várias oficinas e exposições pela cidade. Esse ano está um pouco atrasado pela burocracia mas pode-se acompanhar todos os eventos aqui: http://mesdafotografia2013.blogspot.com.br. Algo que eles organizaram foi o Fotografaço que reuniu um grande número de fotógrafos no Museu Nacional para fazermos umas fotos em 360º e batermos um papo e mostrarmos um pouco da força dos fotógrafos da cidade.  Ontem também teve uma exposição de fotos do Diego Bresani no Hotel Brasília Palace com lançamento de roupas da estilista Layana Thomaz, que não faz parte do mês da fotografia mas foi um evento legal, apesar de eu ter ficado pouco.

E aqui está as fotos que fiz no dia. Depois do Fotografaço, estava tendo Festival de Bonecos do SESI, daí dei um passadinha.

Este slideshow necessita de JavaScript.

No último sábado rolou o Picnik. Uma feira que já é querida da cidade. Além da já tradicional feira com comidinhas, artesanato, arte, roupas, acessórios e etc também teve apresentação de algumas bandas bem legais de Brasília e de outras cidades. Então como eu não tinha trabalho neste dia, resolvi fotografar de hobby mesmo. Fazia algum tempo que não fotografava shows que é algo que gosto e além disso toda a vibe do lugar, as pessoas e situações proporcionaram fotos bem legais. Já que estava só por diversão mesmo, decidi me propor um desafio: fotografar tudo só com uma lente 50 mm.

É a lente de uma câmera Nikon analógica que possuo. Encaixa e funciona nas câmeras mais novas pois a baioneta, que é a conexão da lente com a câmera é a mesma há muitos anos na Nikon. O único problema é o foco manual, que foi um desafio a mais. Mas para compensar eu tinha uma abertura de 1.8 que usei praticamente em todas as fotos. Isso dificultava ainda mais o foco, que apertava mais na profundidade de campo, mas era o que eu queria, apesar dos erros de foco, proporciona um lindo desfoque no fundo e quando acerto o foco, a nitidez é incrível.

Com essa dificuldade extra, fiz muito mais fotos do que normalmente faço. Chegou a 1199, porque às vezes fazia várias mudando o foco levemente até acertar, (ou achar que acertei) principalmente mais a noite, era bem difícil. Às vezes até usava a guia de distância na lente, para ajudar. Mas depois reduzi para umas 170 selecionadas e publicadas na minha página.

Além dos shows das bandas, fotografei algumas coisas que achava interessante para ilustrar o evento e alguns poucos amigos. Não sou muito de invadir o espaço das pessoas, então com a 50tinha era mais difícil ainda, teria de me aproximar bastante para fazer retratos. E geralmente gosto mais dessa coisa mais distante e natural mesmo.

A lente que mais uso é a 24-70mm e muitas vezes sentia falta de um ângulo mais aberto, mas me conformei e fui me movimentando mais e pensando em outras composições. No fim das contas foi uma experiência bem legal até porque eu estava livre do peso da mochila e da 24-70mm então me senti mais confortável durante o evento.

Um curiosidade, na câmera analógica o foco é partido, ou seja, a imagem no visor fica partida até se chegar no foco, é bem legal.

Em breve vou postar umas fotos aéreas que fiz durante um trabalho, foi uma experiência bem interessante também.

Aqui vai as fotos do evento:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Eu estava no carro aguardando o lava a jato. Então decidi fazer alguns testes nos modos de gravação de RAW para mostrar aqui sobre diferenças de qualidade e se você precisa ou não fotografar em RAW. Tem bastante informação técnica, mas se quiser pode pular para o final e ver os resultados. Por falta de rigor técnico, decidi refazer as fotos em casa mais certinho para outros fatores não terem influência nos resultados.

O formato de arquivo RAW (cru em inglês) é o equivalente digital ao filme, onde todas as informações captadas pelo sensor da câmera é digitalizado em código binário puro. O que isso significa é que quando gravamos uma imagem em jpg ou tif ou outra de imagem bitmap, são fixados os pixels da imagem. No RAW ainda não se tem a imagem, mas só código para formar uma imagem; pode parecer complicado, mas o importante é que no RAW temos muito mais informação guardada da imagem, pois um jpg quer minimizar o tamanho do arquivo e joga fora o que acha que não é importante.

Com mais informação, se tem maior maleabilidade no tratamento da imagem, tratamento que é feito com programas específicos para poder ler estes arquivos. Geralmente máquinas fotográficas que oferecem esta possibilidade de gravação em RAW oferecem um programa para ler os arquivos e exportar para jpg ou outro, para ser visualizado normalmente. Entretanto o mais usado pelos profissionais e amadores entusiastas, é o Lightroom da Adobe ou Aperture da Apple. No photoshop há possibilidade de abrir os arquivos pelo Camera RAW que é praticamente o Lightroom dentro do photoshop. Há também alguns outros programas, até gratuitos mas que nunca tentei.

Cada fabricante de câmera tem seu formato RAW proprietário. Nikon o arquivo é gravado como “.nef”, na Canon é “.CRW” ou “.CR2” e outras marcas tem outros formatos. Há ainda o DNG (digital negative) que é um formato genérico. Os programas que trabalham com RAW oferecem a possibilidade de se converter os arquivos para DNG. Isso oferece uma maior compatibilidade futura, caso por exemplo haja mudanças nos formatos, alguma marca pare de dar suporte, algo assim, o DNG será sempre suportado como padrão universal.

Procure no manual da sua câmera como fazer para fotografar em RAW. Geralmente está ligado à qualidade de gravação, passando por jpg, tif e raw. Nas câmeras Nikon inclusive há um modo de raw comprimido com e sem perda de qualidade. E é isso que quero mostrar aqui.

Na minha câmera Nikon tenho a possibilidade de gravar arquivos em JPG fine, normal e basic, isso é o tamanho da compressão que haverá na imagem. Quanto mais comprimido, menor em tamanho e menor em qualidade. Mas Dependendo do tipo de trabalho que se faz, a diferença notada é pouca. TIF que é um arquivo muito usado para impressão comercial pois há menor perda de qualidade na compressão do que no JPG e finalmente o RAW. O JPG é o que apresenta menor tamanho em disco por causa do seu método de compressão o que acarreta menor qualidade final. E o TIF seria o maior. Em JPG ou TIF há possibilidade de gravar imagens em dimensões menores, ocupando menor espaço mas restringindo possibilidades de ampliação. No RAW isso não é possível pois ele grava toda informação captada pelo sensor.

Minha câmera possui um sensor de 12 megapixels, produzindo imagens com 4256 x 2832 pixels. Depedendo do assusnto fotografado, o sistema de compactação produzirá um arquivo menor ou maior. Por exemplo uma imagem predominantemente branca será menor em arquivo do que uma colorida e complexa. Mas no geral aqui tenho arquivos JPG de 3 a 5 mb, TIF com 36 mb e RAW 14 bits com 26 mb. E aqui tem o pulo do gato na Nikon: há possibilidade de gravar o arquivo em RAW com 12 bits sem compressão a 19 mb, em 12 bits e com compressão sem perda a 12 mb, e 12 bits compressão com perda a 10 mb.

Nos testes o que percebi foi muito pouca diferença nos modos RAW. Talvez 1% a 2% de qualidade perceptivel o que para mim não justifica o maior tamanho de arquivo. No modo de 12 ou 14 bits, já li que 14 bits tem mais detalhes em áreas mais escuras, mas isso também é bem difícil de se perceber. O que fiz foi fotografar em manual um pouco subexposto e no Lightroom aumentei a exposição em 3 stops para ressaltar as partes mais escuras e observar o ruído. Fiz recortes em 100% de uma área para observar melhor aqui no site. Veja abaixo.

F/2.8 1/20s ISO 200

F/2.8 1/20s ISO 200

F/2.8 1/20s ISO 200 aumentado em 3 stops no Lightroom.

F/2.8 1/20s ISO 200 aumentado em 3 stops no Lightroom.

12 bits sem compressao

12 bits sem compressão

12 bits compressao sem perda

12 bits compressão sem perda

12 bits compressao com perda

12 bits compressão com perda

14 bits sem compressao

14 bits sem compressão

14 bits compressao sem perda

14 bits compressão sem perda

14 bits compressao com perda

14 bits compressão com perda

Podemos observar pouca diferença na imagem que teoricamente tem a melhor qualidade com 14 bits e sem compressão com 23,78 mb logo abaixo da que teria a pior qualidade em 12 bits com compressão a 8,42 mb. Claro que é uma considerável diminuição no tamanho dos dados e isso causa perda de informação importantes para detalhes e qualidade. Entretanto na maior parte dos casos, essa influência vai ser muito pequena, principalmente na visualização em tela, já que todas as imagens foram transformadas para jpg para serem vistas na web, o jpg jogou fora muitas informações que ele considera não serem relevantes. Mas talvez numa impressão fine art pode fazer falta. Abaixo coloco outra seção da imagem destes dois polos de qualidade. Há uma diferença pequena, entretanto pouco perceptível ainda mais se fosse observar a imagem inteira.

12 bits compressao com perda

12 bits compressão com perda

14 bits sem compressao

14 bits sem compressão

Mas e aí, no que isso muda minha vida? Se você tem espaço sobrando no HD e não tem o dedo nervoso para fotografar, o ideal seria sempre fotografar na melhor qualidade possível. E isso hoje não é muito difícil. Afinal você nunca sabe quando pode fazer uma grande foto que gostaria de ter uma bela e grande impressão. Muitos fotógrafos de jornal e etc que precisam disponibilizar as imagens na hora, costumam fotografar em raw+jpg ou seja, a mesma foto é gravada em raw e em jpg. O jpg ele consegue enviar na hora para a redação e depois se precisar melhorar alguma coisa, teria o arquivo melhor, em RAW.

Agora vou mostrar a diferença em tratar um arquivo em RAW e em TIF ou pior ainda jpg. No dia que comecei a pensar neste post, estava bem nublado e fiz uma foto do céu:

céu? que céu?

céu? que céu?

A imagem acima eu fotografei em ISO 400 F/5.6 e 1/1600s em RAW. No Lightroom Mandei exportar para jpg. Depois no Lightroom baixei a exposição em 2 stops e consegui esta imagem:

raw

raw

Ahm, agora sim é possível ver o céu nublado, alguns detalhes das nuvens e ainda tenho definição de partes mais claras. Depois peguei a mesma imagem em RAW original, sem correção e transformei em TIF e então baixei também a exposição em 2 stops, exportei para jpg e tive esta imagem:

tif

tif

Acho que é bem nítido que apesar de conseguir um pouco mais de detalhes do que na primeira imagem, você tem uma imagem bastante acinzentada com pouca definição. E ainda podemos tratar um pouco mais usando as mesmas configurações nas duas imagens abaixo:

raw

raw

tif

tif

Em noivas por exemplo quando o vestido fica todo branco sem detalhes, baixe o realce no Lightroom que você vai ver detalhes surgindo na imagem como mágica em arquivos RAW.

Outra coisa que o RAW ajuda muito é no white balance (WB) que é o balanço de branco da foto. Cada tipo de luz tem uma temperatura de cor distinta. O sol, luz incandescente, luz fluorescente e etc, cada uma produz na imagem final uma tonalidade de cor diferente. Isso é mudado na câmera ou pode-se deixar no automático e a câmera vai fazer uma escolha pelo que ela acha que mediu na imagem que se pretende fotografar. Se você escolher na câmera a opção para luz incandescente, que tende para o amarelo e estiver fotografando num ambiente com luz fluorescente, que tende para o azul, a câmera fará uma compensação errada e produzirá uma imagem irreal e provavelmente indesejada. Quando se fotografa em jpg, os pixels com cada cor são gravados no arquivo e depois para fazer uma mudança e acertar a tonalidade não é tão fácil. No caso do RAW como não há imagem final gerada, pode-se fotografar com WB no automático, pois o balanço de branco pode ser mudado em toda sua gama a vontade depois, para chegar na imagem que se deseja.

Então aqui só quis mostrar algumas coisas que estão aí para quem não sabe. Se você vai fotografar em jpg ou RAW fica a critério de cada um. Tudo na vida há vantagens e desvantagens. Mas espero ter ajudado um pouco na compressão deste tema. Mas se tiver dúvidas pode deixar um comentário que posso esclarecer mais depois. Eu fotografo em RAW 12 bits compressão sem perda. E às vezes em jpg fine se for preciso por algum motivo ou outro.

 

Em maio participei do Workshop de fotografia de arquitetura e cidades da Joana França na Galeria Ponto. Ano passado fiz muita fotografia de imóveis e adquiri uma certa experiência prática e pesquisando. Mas mesmo assim achei que valeu a pena, sempre tem algo a mais para se aprender. Por exemplo a correção de perspectiva no Lightroom que eu conhecia mas simplesmente estava esquecendo de usar; ficar mais atento as horas do dia para fotografar uma fachada, procurando um horário que ela esteja mais iluminada pelo sol; aproveitar a iluminação dura do sol para destacar sombras formadas pela geometria da construção. Foi interessante também ver uma lente tilt-shift em ação.

Foi passado também alguns grandes nomes da fotografia de Arquitetura como Julius Shulman, Fernando Guerra, Nelson Kon e alguns que usam arquitetura ou a cidade como pano de fundo para sua fotografia autoral como Andreas Gursky, Abelardo Morell, Marcel Gautherot, Leonardo Wen e Iwan Baan.

E algo que foi focado no ws e é o tipo de fotografia de arquitetura que gosto e objetivo, é a que preza pela formalidade, procurando destacar os elementos constitutivos pelo que são, sem distorção; arquitetura é geometria, destaque a geometria do projeto. Ou seja, o que é reto, é reto. Além de mostrar o todo tão bem quanto os detalhes.

Abaixo, fotografias que produzi nas duas saídas para aula prática com a turma. Uma na Igrejinha da 308 sul e outra na Esplanada.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Quem tem DSLR (das que trocam lente) já deve ter se deparado com fotos de um belo céu azul recheado de pequenas manchas, pontos e etc na imagem. Eu acho um descaso com sua própria fotografia.

É poeira daquelas mínimas mesmo que causam isso e tiram o sono dos fotógrafos que têm de retocar depois. Já vi algumas fotografias modernas que usam isso de forma estética, deixando uma imagem suja ou como se fosse um velho negativo riscado que foi revelado. Mas para quem deseja uma imagem nítida e sem interferência, vou dar algumas dicas de experiência pessoal. Faça tudo por sua conta e risco, não me responsabilizo.

Dito isso, na verdade não há muito risco e há um certo mito sobre o cuidado e medo que as pessoas têm em danificar o sensor. Na verdade, na frente do sensor há um vidro com diversas camadas para otimizar a luz que chega ao sensor e forma as imagens que vemos. E é este vidro que precisamos limpar para não ter uma fotografia com manchas.

Primeiro para se evitar uma manutenção mais periódica, deve-se ter em mente o que causa essa sujeira que é a troca de lentes. Evite a troca excessiva de lentes, planeje sua fotografia e evite fazer a troca em locais com vento, areia ou muita poeira. Procure deixar a câmera com a baioneta (entrada da lente) virada para baixo quando for fazer a troca e guarde a lente com as tampas na frente e atrás. É bom ter o costume de limpar o corpo da câmera também. Mesmo assim já ouvi relatos de sujeira no sensor de câmeras que o dono nunca havia trocado a lente. Equipamentos de entrada, mais baratos não tem a vedação total o que pode ocasionar isso.

Mas como identificar se minha câmera está realmente suja?” As manchas aparecem mais em áreas que são homogêneas e ficam evidentes em diafragmas mais fechados. Então para vermos como está a situação, coloque a câmera no modo de prioridade de abertura (Av), diafragma 22 (ou mais fechado que puder) e um ISO baixo. Aponte para sua parede branca, deixe a imagem desfocada e faça a foto. Você deve conseguir identificar os pontos na imagem. Para ter certeza que não é algo na parede, faça em um lugar um pouco diferente, os pontos estarão lá no mesmo lugar.

Agora à limpeza. Em um local limpo e sem vento, retire a lente da câmera. Procure no manual da sua câmera como manter o espelho levantado. Na minha por exemplo, no menu da câmera, há uma parte de ferramentas, bloqueio do espelho. Se esta opção estiver lá mas você não conseguir seleciona-la, é porque está com menos da metade da bateria, um recurso de segurança.

Para mim o que funciona mesmo 90% do tempo é o blower ou assoprador que é uma bomba de borracha para jogar ar. Já vi gente indicando lata de ar em spray, mas também já vi contra-indicações. O próprio blower também já vi alguns comentários que pode soprar poeira para dentro, mas é um recurso barato e fácil. Não use a boca pois vá acabar soprando saliva junto. Dé umas boas assopradas com o blower com a câmera virada para baixo. Recoloque a lente e refaça o teste para ver o resultado. Talvez seja preciso mais de uma vez, mas garanto que estará melhor. Algumas pequenas manchas podem persistir, mas faça o teste em um diafragma mais baixo e provavelmente as manchas sumirão. Eu mesmo dificilmente fotografo acima de F/11.

Outro dia, eu louco que sou, fui fazer alguns testes na limpeza. Gastei muitas horas e indico mesmo o blower. Usei um pano umedecido próprio para limpeza de telas LCD e foi um desastre. Líquidos para limpeza de sensor têm de ter uma volatilidade maior que a do álcool até, para dispersar rapidamente. Há produtos próprios mas não são fáceis de se encontrar no mercado nacional. Enfim tive de usar o lenspen (bom para limpar lente) para tirar as manchas que o pano havia deixado. Entretanto o lenspen solta também pequenos detritos do seu feltro. A marca possui um lenspen próprio para limpeza de sensor, mas como a cabeça é feita do mesmo material do lenspen comum, prevejo que não vai ser muito bom também. Ou talvez o lenspen gasta tão rápido o feltro de carbono da sua cabeça de limpeza que só pode limpar o sensor uma vez. Enfim, não cabe aqui ficar pensando demais nisso.

Também tentei usar um cotonete embebido em álcool. Deixei secar um pouco para ficar menos encharcado e passei rapidamente no sensor. Também não foi sucesso. Novamente tiver de passar o lenspen para retirar qualquer mancha e depois o blower para retirar as particulas deixadas pelo lenspen. Inclusive eu tinha um lenspen pequeno, tipo chaveiro, que tentei usar para chegar nos cantos do sensor e a ponta de feltro é colada no plástico do corpo e acabou saindo e quase ocorre um desastre comigo passando o plástico diretamente no vidro do sensor sem o feltro.

Enfim depois de horas limpando, testando, assoprando, ficou razoável a limpeza. Ainda consigo identificar pequenas manchas em diafragmas fechados mas que são imperceptíveis na maior parte das fotografias.

Um material que têm lá fora e consegui achar no mercado livre por uns R$ 60,00 é o swab para limpeza de sensor. O swab é uma haste de plástico, com uma ponta envolvida em tecido que não solta pêlos e já no tamanho do sensor de cada câmera. Alguns já vem lacrado em unidades com líquido próprio na quantidade certa. Ou seja, é só tirar do envelope e passar no sensor uma única vez da esquerda para direita e depois do outro lado da haste da direita para esquerda. Este ainda preciso comprar para testar, mas me parece ser a solução definitiva.

Quem ainda não quer se arriscar pode levar sua câmera para limpeza nas lojas especializadas e pagar em torno de R$ 120,00. Mas antes disso, teste ao menos dar uma assopradinha (com o blower).

Demorei muito para voltar a escrever aqui. Meio que havia esquecido por falta de tempo ou o que seja, acabei deixando de lado. Mas muita coisa tem acontecido que poderia ter postado aqui. Uma delas foi ter participado do curso de fotografia de moda e retratos com a Raquel Pellicano no Espaço F/508 de Fotografia que foi bem produtivo além de conhecer bons novos colegas. Uma delas, Nathália Millen, foi quem me motivou a voltar a escrever aqui, após elogiar meu blog. Espero que agora eu consiga manter uma regularidade maior. E vou focar realmente nas minhas experiências pessoais na fotografia, dificuldades e alegrias, e com isso passando algumas dicas a quem interessar possa.

Outro curso que foi demais foi com o Diego Bressani, de retratos. Considero ele um dos melhores fotógrafos de Brasília atualmente. As fotos dos novos albums da Ellen Oléria e do Móveis Coloniais de Acaju são dele. O curso foi realizado na Galeria Ponto que tem se tornado um point de arte, rolando exposições, cursos e etc, além do Bruno fazer um ótimo e meticuloso trabalho de impressão fine art.

Esta semana estou fazendo outro curso na Galeria Ponto, agora com a Joana França que tem nos passado muitas informações para chegarmos mais perto da qualidade de suas fotografias de arquitetura.

Sem querer fazer mais propaganda da Galeria Ponto, mas dia 05/06 terá o lançamento do novo número do Zine IN.CA. e dia 15 vou participar do Workshop do Gui Mohallem: Descontruindo a Luz.

É coisa que não acaba. Mas tem de ser assim, estar presente, envolvido, conhecendo as pessoas e trocando idéias e experiências. Isso é fotografia. Inclusive ontem estive na abertura do FOTOSinteses II, exposição dos alunos do curso de Fotografia do IESB dos 1°, 2° e 3° semestres apresenta uma variada gama de trabalhos, alguns bem interessantes, confira. Hoje e amanhã haverá mesa redonda com grandes nomes da fotografia local.

Pra finalizar, tenho feito coberturas para o site Paralelo Mundi. O site fala sobre cultura e afins de Brasília e Goiânia é muito bom com gente muito boa. Acesse o site e curta a página para ficar sempre por dentro.

Por enquanto é isso e logo espero escrever um pouco mais. Curta e veja mais trabalhos na minha página no facebook. Fique com algumas fotos variadas de tudo isso e um pouco mais.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Já faz umas 90 semanas que uso o instagram no iPhone, segundo o próprio aplicativo. Hoje o aplicativo, aberto também para android, já conta com mais de 50 milhões de usuários pelo mundo e conseguiu levar 1 bilhão de dólares do facebook. São muitos números.

Mas comecei a usar o instagram para ver fotos interessantes, que realmente tivessem algum conteúdo. Claro que com mais de 50 milhões de usuários a gama de fotos é bem variada mas sendo boa parte medíocre, pois o aplicativo já se tornou algo além do que sonhava. De qualquer forma, meus objetivos iniciais ainda são cumpridos, que é ver fotos interessantes e praticar o meu olhar.

Na correria do dia a dia não dá para carregar uma câmera o tempo todo, mas o celular está sempre comigo, então basta ver algo interessante para eu clicar e compartilhar com os amigos. A minha visão de compartilhar é: “poxa isso é legal. talvez outras pessoas gostem de ver também”. E às vezes publico coisas medíocres do meu cotidiano também sem pudor. Não quero também elevar demais o nível da coisa toda. O principal é poder se divertir e fazer parte dessa rede social de amantes da fotografia.

Além disso tudo, uma das coisas pela qual o instagram ficou mais conhecido, foi pelos filtros. Na verdade há inúmeros programas que aplicam filtros semelhantes, mas a popularidade do instagram lhe rendeu a fama de que qualquer filtro que se coloque, teria passado pelo instagram. Esses filtros imitam processos de revelação fotográfica ou algo do tipo. É interessante, às vezes. Mas isso não é para mim o ponto principal do aplicativo, mas sim a troca de imagens.

E a rede social saiu da internet para a vida ao vivo. Há inúmeros grupos de instagramers que se encontram regularmente para saírem fotografando ou só sentar em algum lugar para conversar. Em Brasília há o @igersbsb no instagram e também estão no facebook. Inclusive dia 29 de julho acontecerá um encontro mundial de instagramers (cada qual em sua cidade). Em Brasília será no Museu da República a partir das 15h. Se você gosta ao menos um pouco de fotografar usando iPhone ou Android, baixe o instagram e comece a usar. E venham todos participar do instameet mundial que vai ser bem legal e haverá até desafios com premiação.

Uma das últimas no mundo do Instagram é a possibilidade de imprimir as fotos do instagram como obras de arte e vender. Realmente algumas fotografias que vejo são impressionantes. Eu disponibilizo para venda no exterior algumas das minhas fotos neste site http://instacanv.as/kuantou. Mas se você é do Brasil e tem interesse em comprar alguma das minhas fotos pode me contatar diretamente também.

Demorei um pouco para publicar este belo ensaio que fiz com meus amigos para comemorar a vinda da sua primeira filha. Fizemos o ensaio um pouco antes pois havia preocupação que pudesse nascer antes. Mas acabou que a pequena Naya nasceu no dia certinho e bastante saudável para a alegria da família. O tempo ajudou também nos dando um belo dia de sol com um por do sol fantástico. Veja as fotos.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Em janeiro a Nicee Araújo convidou a mim, o Carlos Ramirez e a Marcela Marinho para fazermos um ensaio coletivo. Carla Alexandra foi a modelo que se dizia muito tímida no começo, mas no final já estava uma profissional nas poses. Foi um trabalho bem legal pois todos aprendemos um pouco mais, dividimos ideias e foi uma tarde muito agradável em uma locação ótima e com bons resultados para todos. Confira minhas fotos:

Este slideshow necessita de JavaScript.